O Jovem Jogador

Story Brief

Um menino de 6 anos chamado Diego aprende a respeitar os adultos e manter calma. A historia conta e deveria ensiar de forma sutil a crianca a entender e aprender a importancia do RESPEITO e de maneter a CALMA, e nunca deixar a RAIVA tomar conta. A history deve contar e trazer situacoes reais envolvendo a familia, os amigos na escola as professoras o time de futebol e de natacao. Deve ter um pouco de drama e um final feliz onde a crianca entende que o mais importante e o amor paz e uniao da familia

**O Superpoder de Diego**

Na cidade alegre de Solares, onde prédios coloridos conviviam com parques arborizados, vivia Diego, um menino de seis anos cheio de energia. Ele morava com seu **Papai** e seu cachorro bagunceiro, **Guelfo**, em um apartamento com vista para a praça central. Seus melhores amigos eram **Luca**, **João**, **Maria** e **Tom**. Juntos, eles formavam uma turma inseparável.

Diego adorava correr, pular e gritar de alegria. Mas, ultimamente, quando as coisas não saíam como ele queria, um sentimento quente e desconfortável crescia em seu peito: a RAIVA. Ela vinha rápido, como um trovão, e fazia com que ele gritasse, batesse o pé e até fugisse.

Uma manhã, **Papai** estava atrasado para o trabalho. — Diego, vamos, preciso levá-lo à escola! — chamou **Papai**, tentando calçar o sapato enquanto segurava as chaves e uma xícara de café. — Mas eu não terminei meu castelo de blocos! — reclamou Diego, aos berros. — Filho, por favor, agora não dá tempo. Vamos com calma. A RAIVA surgiu. Diego deu um chute no castelo, derrubando tudo. — Não vou! — gritou, cruzando os braços. **Papai** suspirou, cansado. Seus olhos ficaram um pouco tristes. — Diego, quando você grita, machuca meus ouvidos e meu coração. Precisamos nos ajudar, não atrapalhar. Diego não respondeu. No carro, o silêncio era frio. A primeira semente da dúvida nasceu: será que sua raiva machucava os outros?

Na escola, a professora **Maria** (que tinha o mesmo nome da sua amiga, o que ele achava muito engraçado) pediu que a turma fizesse um desenho da família. Diego estava animado, mas, ao tentar pintar o céu, a tinta azul escorreu e estragou o desenho do **Papai**. A RAIVA voltou, num rompante. Ele amassou a folha com força e jogou no chão. — Não quero mais! — berrou. A professora **Maria** se aproximou, calmamente. — Diego, eu entendo que ficou frustrado. Às vezes, coisas assim acontecem comigo também. Mas veja a **Maria** (sua amiga) — ela apontou para a menina, que tinha feito um borrão verde e simplesmente estava transformando aquilo numa árvore nova. — Respira fundo. A raiva é como uma nuvem de tempestade: passa rápido se a gente deixar. Que tal tentarmos de novo, juntos? Ele respirou, como ela ensinou. Aos poucos, a vontade de gritar foi diminuindo. A professora o ajudou a salvar o desenho, colando uma nova folha por cima. Acalmar-se tinha funcionado um pouco.

À tarde, era treino de futebol. Diego jogava no mesmo time que **Luca** e **Tom**. Ele sonhava em fazer o gol da vitória. Num lance importante, **João**, do time adversário, fez uma falta nele. A RAIVA explodiu! Diego se levantou e empurrou **João**. — Ei! — gritou o técnico. — Diego, cartão amarelo! Esporte é sobre respeito e fair play. Você respeita o colega, mesmo quando discorda. **Luca** e **Tom** vieram até ele. — Ei, amigo, foi só um jogo — disse **Tom**, colocando a mão em seu ombro. — A gente te entende, mas empurrar não é legal — completou **Luca**. Diego olhou para **João**, que também parecia arrependido. Pela primeira vez, ele percebeu que a raiva tinha feito ele magoar um amigo. O time todo ficou chateado. O RESPEITO parecia uma regra muito importante, e ele a havia quebrado.

No dia seguinte, era a primeira competição de natação de Diego. Ele estava nervoso. **Papai** estava na arquibancada, torcendo muito. Na hora da largada, porém, Diego escorregou no bloco de partida e caiu na água um segundo depois de todos. A RAIVA, aquela velha conhecida, surgiu furiosa. Ele começou a nadar desesperadamente, fora do ritmo, engolindo água. Terminou em último. Ao sair da piscina, em vez de chorar de tristeza, ele ficou possesso. Jogou a touca no chão e começou a gritar que nunca mais iria nadar. **Papai** desceu rapidamente das arquibancadas e se ajoelhou para ficar na altura dele. Dessa vez, não havia cansaço nos olhos do **Papai**, só uma seriedade profunda. — Diego — disse **Papai**, com uma voz firme, mas suave. — Chega. A raiva está controlando você e está afastando todo mundo. Você magoou a professora, seus amigos, seu time e agora está se magoando. Nós te amamos incondicionalmente, mas precisamos que você aprenda a respirar e a respeitar. Respeitar seu tempo, seus limites, os outros e a si mesmo. As palavras do **Papai** entraram como uma flecha certeira. Diego viu **Guelfo**, que tinha vindo com **Papai** e estava com o rabo entre as pernas, assustado com seus gritos. Viu **Maria** e **Luca**, que olhavam de longe, preocupados. Viu o técnico da natação, balançando a cabeça. E viu, principalmente, o olhar de amor e preocupação no rosto do **Papai**. A fúria se esvaiu, deixando para trás apenas um cansaço enorme e um grande vazio. Ele se jogou nos braços do **Papai** e chorou, muito. — Sinto muito, Papai... Sinto muito por tudo.

Naquela noite, após um banho quente e um jantar silencioso, **Papai** sentou com Diego no sofá, com **Guelfo** aos seus pés. — Todo mundo sente raiva, filho. Até eu. A diferença está no que fazemos com ela. Quando a sentimos, podemos: **1) Respirar fundo três vezes. 2) Contar até dez. 3) Falar o que sentimos, com calma, em vez de gritar. 4) Pedir ajuda.** O respeito é cuidar para que nossos sentimentos não machuquem os outros. E a calma é o superpoder que nos ajuda a encontrar as melhores soluções. Diego ficou pensando naquilo. No dia seguinte, ele pediu desculpas à professora **Maria**, aos amigos **João**, **Luca**, **Tom** e **Maria**. Foi difícil, mas ele falou com calma: “Sinto muito por ter perdido a calma e não ter respeitado vocês”. Aos poucos, as coisas foram mudando. Quando **Guelfo** destruiu seu dever de casa, em vez de gritar, Diego respirou fundo e foi pedir ajuda ao **Papai** para refazê-lo. Num novo jogo de futebol, quando uma falta foi marcada contra ele, ele olhou para o técnico, respirou e aceitou a decisão.

Algumas semanas depois, houve um piquenique comunitário no grande parque da cidade. Todas as famílias e amigos estavam lá. Havia corrida de saco, e Diego e **Papai** formaram uma dupla. No meio da corrida, **Papai** tropeçou e eles caíram, perdendo a chance de ganhar. A sombra da raiva tentou surgir no peito de Diego. Mas, então, ele olhou para o **Papai**, que já estava rindo da situação, e para seus amigos que torciam por eles. Ele lembrou do superpoder. Respirou fundo uma, duas, três vezes. E, em vez de um berro, saiu uma risada gostosa. Ele ajudou o **Papai** a se levantar e os dois terminaram a corrida abraçados, recebendo uma salva de palmas de todos. Na hora de comer o bolo, **Papai** colocou o braço em volta de Diego. — Estou muito orgulhoso de você, filho. Hoje você venceu o jogo mais importante. — Qual, Papai? — O jogo contra a raiva. Você escolheu a calma, o respeito e o nosso amor. Diego sorriu, olhando ao redor. Viu **Luca** e **João** brincando com **Guelfo**, viu **Maria** e **Tom** contando piadas para a professora **Maria**, viu todas as famílias unidas no parque. Aquele calor no peito agora era diferente. Era o calor da paz, da união e de um amor muito grande.

Ele finalmente havia aprendido que os maiores superpoderes não eram correr rápido ou nadar bem, mas sim RESPIRAR, manter a CALMA e RESPEITAR a todos. E que, no final do dia, o lugar mais seguro e feliz do mundo era ao lado de sua família, em paz.

Rate this story

0.0 (0 ratings)
👁️ 3 views
Create Another Story View All Stories